BRASÍLIA
— Enquanto o programa Mais Médicos tem a adesão de apenas 6% do contingente de
profissionais necessários, o Congresso apresentou nesta terça-feira uma
proposta que pode levar cerca de 7 mil médicos militares para o programa. Após
reunião de quase três horas com a presidente Dilma Rousseff, os líderes da base
aliada no Senado decidiram pôr em votação, nesta quarta-feira, a PEC 122, de
2011, que prevê a possibilidade de os médicos militares passarem a atender pelo
Sistema Único de Saúde.
Assim,
esses profissionais, que já atuam em fronteiras e em cidades do interior,
passariam a exercer expediente duplo para atender à demanda por profissionais
nas áreas em que médicos civis não desejam atuar. Segundo o Ministério da
Saúde, há uma demanda de 15.460 vagas a serem preenchidas nas 3.511 cidades que
aderiram ao programa. Sendo assim, a PEC 122, se aprovada, supriria quase
metade da necessidade de médicos.
Na
reunião no Palácio do Planalto, com participação dos ministros Alexandre
Padilha (Saúde), Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e Ideli Salvatti (Relações
Institucionais), a presidente pediu para acelerar a tramitação da medida
provisória do Mais Médicos, mas os líderes ponderaram que seria difícil, porque
muitas emendas foram apresentadas ao texto. A comissão mista para analisar a MP
será instalada hoje.
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