BRASÍLIA
- O abate-teto — mecanismo para cortar super salários — aplicado até agora pela
direção da Câmara nos vencimentos de milhares de servidores foi insuficiente
para limitar as remunerações ao valor previsto na Constituição Federal. A Casa
faz um desconto em determinados salários para teoricamente adequá-los ao teto,
que é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), de R$ 28 mil.
Mas, com base nos critérios utilizados pelo Tribunal de Contas da União (TCU)
para determinar o corte dos super salários, a Câmara continua insistindo em
pagamentos ilegais, mesmo com a existência de um abate-teto.
Um
levantamento do GLOBO com base na folha de pagamento de julho, divulgada no
site da instituição, mostra que 1.677 servidores estão recebendo remunerações
acima de R$ 28 mil, mesmo com cortes já efetuados. O maior salário, de R$ 49,4
mil, é pago a um analista legislativo do quadro efetivo.
Na
lista estão 22 servidores com remunerações superiores a R$ 40 mil, mesmo com
descontos já efetuados numa tentativa de adequação ao teto salarial. A Câmara,
na resposta encaminhada ao processo do TCU que resultou na determinação de
corte das remunerações, sustentou que o pagamento da função comissionada não
deveria ser considerado no cálculo para a adaptação ao teto. A auditoria do
TCU, porém, discordou, entendendo que devem ser considerados como parte da
remuneração — e, portanto, suscetíveis ao limite de R$ 28 mil — a remuneração
fixa, vantagens de natureza pessoal, função comissionada e remunerações
eventuais ou provisórias.
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mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com
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