sábado, 12 de julho de 2014

BOLA PRETA: Para a possível intervenção do governo no futebol.

Aécio diz que propor reforma do futebol agora é “oportunismo”.
Para candidato do PSDB à Presidência, o Brasil não precisa de uma “futebras”.


 O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, criticou nesta sexta-feira (11) manifestações recentes de sua adversária, a presidente Dilma Rousseff, e do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, de reformar o futebol brasileiro.

Em mensagem no Facebook, o tucano disse que, embora o esporte precise de uma "profunda reformulação", "não é hora de oportunismo. Principalmente daqueles que estão no governo há 12 anos e nada fizeram para melhorá-lo".

"E nada pode ser pior do que a intervenção estatal. O país não precisa da criação de uma “futebras”. Precisa de profissionalismo, gestão, de uma Lei de Responsabilidade do Esporte. Com foco nos atletas, nos clubes e nos torcedores", escreveu.

'Tem que saber perder', afirma Dilma em entrevista à CNN.
Após goleada, ministro defende presença maior do governo no futebol.

A defesa de mudança na gestão do futebol por parte do governo surgiu nesta semana, após a derrota de 7 a 1 do Brasil para a Alemanha, na terça (8). No dia seguinte, Dilma defendeu a "renovação" na organização do esporte numa entrevista concedida à rede de televisão americana CNN, exibida nesta quinta (10). Dilma defendeu que os jogadores brasileiros continuem no Brasil para que os estádios construídos para a Copa continuem rentáveis.

"Nós construímos estádios para nós mesmos. O Brasil não quer continuar exportando jogadores de futebol. Exportar jogadores significa que nós desistimos da principal atração que ajuda os estádios a ficarem cheios", disse.

Nesta quinta, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu uma presença maior do governo na gestão do futebol no país. "O esporte é matéria de interesse público e nacional e hoje estamos promovendo um esforço para rediscutir esse tema e retomar o protagonismo do esporte brasileiro. Temos pouca ingerência na regulamentação principalmente da gestão do clubes e acho que precisamos ter alguma presença. Não para nomear dirigente, interventor, mas para que em determinadas situações o Estado possa preservar o interesse nacional e público", disse.


Antes, Aldo lembrou que após a redemocratização do país, "surgiu um clamor" contra a presença do Estado no esporte e no futebol, que remetia ao período da ditadura militar. "Surgiu uma legislação que tirou completamente o Estado e entregou o futebol praticamente ao mercado, aos grandes empresários e aos dirigentes, que passaram a gerir o futebol sem qualquer interferência do Estado", criticou o ministro, que disse ser contra a ausência do Estado.

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