As informações desencontradas ou viciadas pelos interesses políticos de um país polarizado fazem com que os problemas de saúde do presidente Hugo Chávez, 56 anos, deixem a Venezuela inquieta.
Para completar a incerteza, nenhum boletim médico foi emitido e sequer se sabe o local exato onde Chávez está em Cuba, país em que convalesce já há duas semanas, recuperando-se do que inicialmente foi definido pelo governo venezuelano como um “simples abscesso na região pélvica”.
Médicos ouvidos pela imprensa venezuelana e internacional têm dito ser pouco provável que o procedimento tenha sido tão simples quanto tenta fazer crer o governo venezuelano.
Caso fosse simples, a recuperação não duraria mais do que uma semana. Uma alternativa cogitada é a de que a informação a respeito do abscesso seja uma meia verdade. Seria um abscesso, sim, mas maligno.
Preocupado com as diversas versões que começam a surgir a respeito da doença de Chávez, seu irmão, Ádan Chávez, governador do Estado venezuelano de Barinas, foi à TV pública na quarta-feira para dizer que o presidente deve retornar de Havana ao seu país em “10, 12 dias” (oito a 10 dias na contagem a partir desta sexta-feira).
O jornal El Universal, crítico ao governo, faz algumas cogitações a respeito do tipo de problema que estaria sendo enfrentado pelo presidente: uma ou mais cirurgias plásticas, lesão grave na coluna e até tumor.
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