Isso porque as acusações do "mensalão do PR" atingem de uma vez só as três principais alas em que se encontra dividido o partido: a do próprio Nascimento, a do senador Blairo Maggi (MT) e a do cacique Valdemar Costa Neto (SP).
Por mais que, na nota que emitiu, Nascimento tenha se preocupado mais com se esquivar de responsabilidades do que em prestar esclarecimentos sobre o que acontecia em sua pasta, seu chefe de gabinete foi afastado, o que mostra que Dilma ao menos desconfia de que o ministro pudesse estar a par das irregularidades denunciadas.
Maggi, ex-governador de Mato Grosso, foi o responsável por impor Luiz Pagot, antes seu principal secretário, como chefe do Dnit, a despeito de uma inédita resistência dos senadores a seu nome. Antes da votação de sua indicação, circularam inúmeros dossiês contendo acusações por sua atuação no próprio Senado, como servidor, e como secretário. O senador tucano Mário Couto (PSDB) chegou a fazer greve de fome contra a sua nomeação.
Já Costa Neto é o dirigente principal do PR, posto que não deixou de ocupar depois de virar réu no escândalo do mensalão. Era ele o padrinho do ex-diretor da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, também apeado no escândalo.
Com a septicemia que acomete o PR, PMDB, PT e PSB já se movimentam para herdar o ministério caso Dilma decida defenestrar Alfredo Nascimento, o que deve ser decidido entre segunda e terça-feira.


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