Os investimentos em
infraestrutura no país ficaram parados nos últimos dez anos --desde que os
petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff assumiram a presidência--
por "preconceito ideológico".
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Márcia
Ribeiro/Folhapress
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O ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante palestra em Ribeirão Preto
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O ex-presidente falou
sobre a situação econômica brasileira, que considera entrar em uma "zona
cinzenta", colocando em risco os avanços conquistados nos últimos 20 anos.
O tucano criticou
principalmente o uso dos mecanismos de controle da inflação. O ex-presidente
afirmou que há dificuldade em entender a liberdade do Banco Central para fixar
a taxa de juros, o que levou a uma elevação tardia e maior que a necessária.
Ainda criticou o
"afrouxamento" da Lei de Responsabilidade Fiscal, provocando o
aumento do endividamento dos municípios e Estados e a gerando incertezas para
as gerações futuras.
Ainda em recuperação
de uma diverticulite, FHC terminou a palestra de cerca de 40 minutos dizendo
que o Brasil precisa de "gente nova, gente moderna, que acredita no
Brasil".
"O Brasil
precisa se reinventar. Não só economicamente, mas socialmente. Acabar com a
ilusão do marquetismo", completou.
Os investimentos em
infraestrutura no país ficaram parados nos últimos dez anos --desde que os
petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff assumiram a presidência--
por "preconceito ideológico".
A afirmação foi feita
pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) neste sábado (30) em
Ribeirão Preto (313 km de São Paulo), onde ele ministrou palestra durante
evento de aniversário do Sicoob Credicoonai (cooperativa de crédito).
"Pararam dez anos
os investimentos em infraestrutura no Brasil por preconceito ideológico",
disse FHC, em relação às concessões e privatizações.
De acordo com ele,
foi um importante passo para o país as recentes concessões de aeroportos e
estradas. "E, agora, sem bater no peito para dizer 'erramos'. Quando tudo
deu certo dizem que são campeões de concessões, mas o mais importante é fazer
bem feito, com transparência", disse.
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Márcia
Ribeiro/Folhapress
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