Fora PT!
MARCO
ANTONIO VILLA
FOLHA
DE SP - 23/10
A socialização dos meios de
produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do
partido e de seus asseclas
Estamos vivendo o processo
eleitoral mais importante da história da República. Nesta eleição está em jogo
um mandato de 12 anos. Caso o PT vença, estarão dadas as condições para a
materialização do projeto criminoso de poder --expressão cunhada pelo ministro
Celso de Mello no julgamento do mensalão.
Em contrapartida, poderemos
pela primeira vez ter uma ruptura democrática --pelo voto-- com a vitória da
oposição. Isso não é pouco, especialmente em um país com a tradição autoritária
que tem.
O PT não gosta da
democracia. Nunca gostou. E os 12 anos no poder reforçaram seu autoritarismo.
Hoje, o partido não sobrevive longe das benesses do Estado. Tem de sustentar
milhares de militantes profissionais.
O socialismo marxista foi
substituído pelo oportunismo, pela despolitização, pelo rebaixamento da
política às práticas tradicionais do coronelismo. A socialização dos meios de
produção se transformou no maior saque do Estado brasileiro em proveito do
partido e de seus asseclas de maior ou menor graus.
Lula representa o que há de
mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre
Mussum e Stálin. Ataca as elites --sem defini-las-- e apoia José Sarney, Jader
Barbalho e Renan Calheiros. Fala em poder popular e transfere bilhões de reais
dos bancos públicos para empresários aventureiros. Fez de tudo para que esta
eleição fosse a mais suja da história.
E conseguiu. Por meio do seu
departamento de propaganda --especializado em destruir reputações--, triturou
Marina Silva com a mais vil campanha de calúnias e mentiras de uma eleição
presidencial.
Dilma nada representa. É
mera criatura sem vida própria. O que está em jogo é derrotar seu criador,
Lula. Ele transformou o Estado em sua imagem e semelhança. Desmoralizou o
Itamaraty ao apoiar terroristas e ditadores. Os bancos e as estatais foram
transformadas em seções do partido. Nenhuma política pública foi adotada sem
que fosse tirado proveito partidário. A estrutura estatal foi ampliada para
tê-la sob controle, estando no poder ou não.
A derrota petista é a
derrota de Lula. Será muito positiva para o PT, pois o partido poderá renovar
sua direção e suas práticas longe daquele que sempre sufocou as discussões
políticas, personalizou as divergências e expulsou lideranças emergentes. Mas,
principalmente, quem vai ganhar será o Brasil porque o lulismo é um inimigo das
liberdades e sonha com a ditadura.
Daí a importância de votar
em Aécio Neves. Hoje sua candidatura é muito maior do que aquela que deu início
ao processo eleitoral.
Aécio representa aqueles que
querem dar um basta às mazelas do PT. Representa o desejo de que a máquina
governamental esteja a serviço do interesse público. Representa a disposição do
país para voltar a crescer --de forma sustentável-- e, então, enfrentar os
graves problemas sociais. Representa a ética e a moralidade públicas que foram
pisoteadas pelo petismo durante longos 12 anos.
Cabe aos democratas
construir as condições para a vitória de Aécio. Não é tarefa fácil. Afinal, os
marginais do poder --outra expressão utilizada no julgamento do mensalão-- tudo
farão para se manter no governo. Mas o país clama: fora PT!
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