Número
de miseráveis no Brasil cresceu 3,7%. Por isso, o IPEA foi proibido de divulgar
dados antes das eleições.
Após uma década de queda na
miséria, o número de brasileiros em condição de extrema pobreza voltou a subir
em 2013. O país tinha 10,08 milhões de miseráveis em 2012, contra 10,45 milhões
um ano depois, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
(Ipea). O aumento é de 3,7%.
O cálculo leva em conta o
número de indivíduos extremamente pobres com base nas necessidades calóricas –
aquelas com renda insuficiente para consumir uma cesta de alimentos com o
mínimo de calorias para suprir uma pessoa de forma adequada, com base em
recomendações da FAO e da OMS. A conta estima diferentes valores para 24
regiões do país.
Esta é a primeira alta da
série histórica do indicador, com início em 2004. Desde 2003 – quando o Brasil
possuía 26,24 milhões de pessoas na miséria, o número de miseráveis caía
continuamente, chegando a uma queda de 61% até 2012.
Os dados constam do banco de
dados público do Ipea, e foram atualizados nos dias 30 e 31 de outubro. Procurado
pelo G1, o instituto informou que os mesmos ainda estão sendo analisados e que
não há previsão para sua divulgação oficial.
Proporção
de miseráveis sobe 4%
Uma segunda definição de
miséria é estabelecida pelo decreto do plano Brasil sem Miséria – nele, a renda
familiar de até R$ 77 por mês, per capita, é o limite da extrema pobreza no
país. Por esta estimativa, os dados do Ipea mostram que a proporção de miseráveis,
em relação a outras faixas, cresceu de 3,6%, em 2012, para 4% no ano
passado.(G1)
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