Protagonista
de um governo refém dos interesses do regime de aparelhamento que se abateu
sobre o Estado nacional, a presidente Dilma Rousseff já não sabe mais o que
dizer ao Brasil, além de terceirizar responsabilidades.
Atônitos,
os brasileiros são informados que, em poucos anos, a 12ª maior empresa do mundo
foi transformada na 120ª e começam a perceber que, infelizmente, a PTrobras,
longe de ser uma exceção, é o retrato do governo sob o comando do PT.
Incapacidade
de gestão e planejamento. Desvios e suspeições. Excesso de compromisso com os
companheiros, falta de compromisso com o país.
De
um lado, a gravidade das revelações objetivas que vêm à tona e fazem a
realidade superar as versões, que, antes sussurradas no meio político, já
pareciam inverossímeis.
De
outro, a vaidade e a onipotência daqueles que parecem acreditar que somos, os
brasileiros, um conjunto de tolos.
O
que se tornou conhecido por todos recentemente já era, há muito, de domínio do
governo. Por que, então, por exemplo, só agora o diretor que passou a ser o
bode expiatório do escândalo foi demitido?
Por
que personagens das páginas policiais estiveram, até ontem, protegidos em
posições de extrema confiança?
O
que mudou? O que transformou um bem feito num malfeito foi apenas a percepção
da sociedade? Que governo é este que só age ou ensaia providências quando é
confrontado pela opinião pública?
De
onde vem tanta arrogância, que faz com que os representantes do PT tripudiem
sobre a percepção dos brasileiros?
Primeiro,
inventaram os "recursos não contabilizados". Na semana passada, o
presidente do Banco Central chamou de mera "realocação contábil" a
iniciativa da Caixa de lançar os recursos confiscados dos correntistas como
lucro. Agora, na ausência de um mordomo, a culpa parece ser do
"relatório".
Os
brasileiros vêm sendo desrespeitados todos os dias por ações concretas, sempre
envoltas em coincidências demais e transparência de menos, mas também pela
forma com que o governo responde a elas.
Estamos
cansados de ver o interesse público e coletivo, razão de ser da própria
República e da democracia, confundido com os interesses privados e os projetos
individuais de poder de pessoas e de partidos.
Uma
coisa são os desafios da nação. Outra, são os problemas criados pelo governo.
O
governo que o eleitor escolheu para ser solução se transformou no principal
problema do país. A verdade é que o governo colocou o Brasil no caminho errado
--é simples assim. E o Brasil precisa voltar para o caminho certo.
Precisamos
de um governo que volte a ser solução.
Entre
a indignação, a revolta e o cansaço diante de repetidos absurdos, o sentimento
geral dos brasileiros é um só: já deu!
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