Tribuna do Ceará em Fortaleza
No impresso, Fortaleza foi
apontada como a “capital da exploração sexual infantil” no Brasil e destaca a
vinda da Copa do Mundo de 2014 como cenário favorável para a promoção da
indústria ilegal do sexo (FOTO: Flickr Creative Commons)
por
Felipe Lima e Rosana Romão
18 horas na Praia de Iracema, litoral de Fortaleza.
Crianças e adolescentes passeiam pelo calçadão. Do outro lado, nos bares ou nas
janelas límpidas dos grandes hotéis da região, homens loiros e altos observam a
movimentação. A caça e o caçador separados por alguns dólares ou até mesmo um
lanche qualquer.
Essa realidade é observada facilmente na capital
cearense. Marca triste, Fortaleza vem sendo apontada como principal destino
quando o assunto é turismo sexual. Esta situação foi levantada
nesta segunda-feira (9) por um dos maiores jornais britânicos, o The Guardian.
No impresso, Fortaleza foi apontada como a “capital
da exploração sexual infantil” no Brasil e destaca a vinda da Copa
do Mundo de 2014 como cenário favorável para a promoção da indústria
ilegal do sexo.
Segundo o Fórum Nacional de Prevenção ao Trabalho
Infantil (organização não governamental), o número de crianças e adolescentes
envolvidas com prostituição em 2012, compreendia cerca de 500 mil, o que
representa um aumento de cinco vezes desde 2001 quando as estimativas da Unicef
apontavam que 100 mil crianças trabalhavam no comércio do sexo.
Um dos pontos turísticos do sexo indicados na
matéria, é a Avenida Juscelino Kubitschek, no Bairro Castelão, que
dá acesso à Arena Castelão, estádio que vai receber pelo menos seis
jogos, incluindo as seleções do Brasil, Alemanha e Uruguai. Com a chegada da
Copa do Mundo de 2014, a preocupação é ainda maior, pois este trecho será um
dos mais movimentados da cidade. Teme-se ainda, segundo o jornal, que
profissionais do sexo migrem para as cidades sede e junto a isso, os cafetões
“recrutem” mais jovens para atender à demanda dos turistas que procuram por
esse tipo de turismo.
Para discutir a citação do The Guardian, o Tribuna
do Ceará procurou a Delegacia de Combate à Criança e Adolescente (Dececa) e a
Secretaria de Direitos Humanos de Fortaleza (SDH), mas até a publicação desta
matéria, somente a segunda respondeu.

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