Heróis do povo brasileiro?
PLÁCIDO
FERNANDES VIEIRA
CORREIO
BRAZILIENSE - 13/12
Na base de uma revolução
verdadeiramente democrática, que propicie o mínimo de igualdade de condições
entre seus cidadãos, estão ao menos sete pilares básicos: respeito às
liberdades individuais e aos direitos humanos; educação e saúde de boa
qualidade para todos; segurança pública; transporte eficiente; política
habitacional que permita o acesso de todas as famílias a moradia digna; e
isonomia perante a lei, aplicada por uma Justiça célere e que de fato seja
justa e funcione.
No Brasil, hoje, é triste
constatar que nenhum desses pressupostos elementares de civilidade foi
alcançado. Agora mesmo, no Distrito Federal, constata-se que nem soldados do
Exército responsáveis pela vigilância de áreas de segurança nacional estão a
salvo da ação de bandidos. Veja-se o caso do guarda da Granja do Torto. Depois
de fazerem refém o militar, assaltantes fugiram levando a arma com a qual ele
patrulhava a casa de campo da Presidência da República. Imagine a situação dos
demais moradores do DF!
Ainda na capital do Brasil,
chega a ser inacreditável a situação de descaso com a saúde, a educação e o
transporte público. Médicos, professores e rodoviários tiveram que parar a
cidade para conseguir receber salário. Desde o Plano Real, que pôs a inflação
sob controle e estabeleceu punições severas a governantes perdulários, houve
uma sensível melhora nas condições de vida da população. Principalmente na
distribuição de renda. Mas a política econômica desastrada de Dilma, que ela
agora tenta reparar, ameaça o país com um inaceitável retrocesso.
Aos princípios listados
acima é preciso adicionar a ética, que deve nortear todas as ações públicas e
privadas. Vá lá que blogueiros a soldo, que antes de fazer pistolagem para o PT
nunca tinham sido petistas, advoguem que a corrupção de esquerda é algo lindo e
aceitável. Agora, beira o ridículo que gente decente compre e defenda essa tese
indefensável. Veja só, leitor, o caso da Petrobras e do metrô de São Paulo. Só
há uma saída: pôr todos os larápios - de esquerda, de direita e de centro - na cadeia
e exigir a devolução do dinheiro roubado. É uma excrescência chamar ladrão de
dinheiro público de herói do povo brasileiro.

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