Renato Duque, que
roubava a Petrobras para o PT, tem uma "verdadeira fortuna"
depositada no exterior, segundo juiz Moro.
O juiz federal Sérgio Moro
decidiu converter em preventiva (sem prazo) as prisões temporárias que venciam
nesta terça-feira, 18, de dois executivos da OAS, dois da Camargo Corrêa e um
da UTC Engenharia e do ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobrás Renato
Duque – ligado ao PT. Os executivos são acusados de integrarem o chamado
“clube” da propina – que loteava obras da estatal corrompendo políticos e
agentes públicos. Duque seria o elo do grupo para divisão dos contratos.
“As provas apontam que ele (Duque), à
semelhança de Paulo Roberto Costa (23 milhões de dólares) e de Pedro Barusco
(100 milhões de dólares), mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas
no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados, nem
houve compromisso de devolução”, escreveu o magistrado.
E continua: “Dispondo de fortuna
no exterior e mantendo-a oculta, em contas secretas, é evidente que (Duque) não
pretende se submeter à sanção penal no caso de condenação criminal”, assinala o juiz ao fundamentar a necessidade da
preventiva de Duque. “Corre-se, sem a preventiva, o risco do investigado tornar-se
foragido e ainda fruir de fortuna criminosa, retirada dos cofres públicos e
mantida no exterior, fora do alcance das autoridades públicas”.
Para Moro, não se pode
separar o núcleo empresarial do núcleo financeiro de lavagem de dinheiro
coordenado pelo doleiro Alberto Youssef, nem dos demais envolvidos. “Os crimes
narrados nas peças retratam uma empreitada delituosa comum, com a formação do
cartel das empreiteiras, as frustrações das licitações, a lavagem de dinheiro,
o pagamento de propina a agentes da Petrobrás e as fraudes documentais, todo o
conjunto a merecer idênticas consequências.” (Estadão)

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