Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra
que a Copa e o vexame da Seleção Brasileira não tiveram influência na sucessão
presidencial e revela empate entre Dilma e Aécio em provável segundo turno.
A pesquisa realizada com
dois mil eleitores também mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
tem boas razões ao insistir em convocar o PT para tentar ganhar a eleição ainda
no primeiro turno. Segundo o levantamento ISTOÉ/Sensus, a presidenta Dilma
Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), os dois líderes na disputa
presidencial, estariam tecnicamente empatados caso disputassem hoje o segundo
turno. Nessa situação, de acordo com a pesquisa, Dilma teria 36,3% dos votos e
Aécio, 36,2%. É a primeira vez que os dois principais candidatos aparecem
empatados em um possível segundo turno. Em abril, a diferença a favor de Dilma
era de 6,7% e, em junho, de 5,1%. Também com relação ao socialista Eduardo
Campos, a diferença a favor da presidenta em um suposto segundo turno vem
caindo. Era 14,3% em abril, passou para 10,6% em junho e agora está em 7,8%.
“Esse é o resultado mais visível da rejeição que sofre a presidenta e seu
partido”, diz um dos líderes da campanha de Campos em São Paulo. “Quando os
programas de tevê começarem, a tendência é a de que a presidenta também comece
a cair já no primeiro turno.” Hoje, segundo a pesquisa ISTOÉ/Sensus, 42,4% dos
eleitores rejeitam a possibilidade de votar na presidenta. “É natural que o
candidato mais conhecido tenha também mais rejeição, mas não conheço casos de
candidaturas que tenham obtido sucesso com mais de 40% de rejeição”, afirma
Guedes. Se a eleição fosse hoje, segundo a pesquisa, haveria segundo turno.
Dilma teria 31,6% dos votos e seus adversários somariam 32,4%.


Nenhum comentário:
Postar um comentário