Aécio diz que propor reforma
do futebol agora é “oportunismo”.
Para candidato do PSDB à
Presidência, o Brasil não precisa de uma “futebras”.
O candidato à Presidência
pelo PSDB, Aécio Neves, criticou nesta sexta-feira (11) manifestações recentes
de sua adversária, a presidente Dilma Rousseff, e do ministro do Esporte, Aldo
Rebelo, de reformar o futebol brasileiro.
Em mensagem no Facebook, o
tucano disse que, embora o esporte precise de uma "profunda
reformulação", "não é hora de oportunismo. Principalmente daqueles
que estão no governo há 12 anos e nada fizeram para melhorá-lo".
"E nada pode ser pior
do que a intervenção estatal. O país não precisa da criação de uma “futebras”.
Precisa de profissionalismo, gestão, de uma Lei de Responsabilidade do Esporte.
Com foco nos atletas, nos clubes e nos torcedores", escreveu.
'Tem que saber perder',
afirma Dilma em entrevista à CNN.
Após goleada, ministro
defende presença maior do governo no futebol.
A defesa de mudança na
gestão do futebol por parte do governo surgiu nesta semana, após a derrota de 7
a 1 do Brasil para a Alemanha, na terça (8). No dia seguinte, Dilma defendeu a
"renovação" na organização do esporte numa entrevista concedida à
rede de televisão americana CNN, exibida nesta quinta (10). Dilma defendeu que
os jogadores brasileiros continuem no Brasil para que os estádios construídos
para a Copa continuem rentáveis.
"Nós construímos
estádios para nós mesmos. O Brasil não quer continuar exportando jogadores de
futebol. Exportar jogadores significa que nós desistimos da principal atração
que ajuda os estádios a ficarem cheios", disse.
Nesta quinta, o ministro do
Esporte, Aldo Rebelo, defendeu uma presença maior do governo na gestão do
futebol no país. "O esporte é matéria de interesse público e nacional e
hoje estamos promovendo um esforço para rediscutir esse tema e retomar o
protagonismo do esporte brasileiro. Temos pouca ingerência na regulamentação
principalmente da gestão do clubes e acho que precisamos ter alguma presença.
Não para nomear dirigente, interventor, mas para que em determinadas situações
o Estado possa preservar o interesse nacional e público", disse.
Antes, Aldo lembrou que após
a redemocratização do país, "surgiu um clamor" contra a presença do
Estado no esporte e no futebol, que remetia ao período da ditadura militar.
"Surgiu uma legislação que tirou completamente o Estado e entregou o
futebol praticamente ao mercado, aos grandes empresários e aos dirigentes, que
passaram a gerir o futebol sem qualquer interferência do Estado", criticou
o ministro, que disse ser contra a ausência do Estado.

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